domingo, 2 de dezembro de 2012

Boas vindas

Girlene Rodrigues
Olá, Pessoal!


         Apresentamos a vocês o novo canal de comunicação da E.E. Maestro Villa Lobos, o Portal Villa News. Este é o novo formato do nosso antigo jornal, decidimos nomeá-lo assim, porque gostaríamos que ele não fosse somente uma publicação periódica, mas um espaço em que a comunidade escolar pudesse divulgar notícias, eventos, trabalhos, e, futuramente, oferecer serviços como chat, fóruns e ligações para outros sites interessantes.
         A equipe do PIBID, juntamente com alguns alunos, promoveu um concurso para a escolha da logomarca do Portal e selecionou os textos que já estão publicados aqui. Dessa mesma forma, queremos que todos os outros detalhes - novas postagens, cores, formatos, fiquem nas mãos da equipe de alunos responsáveis pelo projeto, para que pouco a pouco o nosso Portal fique a cara da escola. Esperamos contar com alunos e funcionários para que este seja um canal efetivo de comunicação.    
         Aproveitamos para agradecer a todos aqueles que participaram conosco deste primeiro momento – aos bolsistas do PIBID por todas as contribuições, aos alunos que enviaram logomarcas para o concurso, às quase mil pessoas que votaram, e àqueles que contribuíram com textos. Que possamos a cada dia desenvolver mais ações que envolvam toda a comunidade escolar, que esta seja mais uma porta para a entrada e a exposição daquilo que se produz em nossa escola!
Um grande abraço,
        
Professora Girlene Rodrigues e Equipe PIBID

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Uma família especial


William Douglas - 201/2012

         


          



           
Desde pequeno, eu vinha percebendo que meus pais não eram com os outros, eles tinham algo diferente, na forma de se comunicar, de entender um ao outro. Depois de começar a ter consciência da vida, entendi que eles realmente eram diferentes, eles eram surdos.
            O fato de eles serem diferentes não me trouxe coisas ruins, ao contrário, isso me deu forças para me virar sozinho. Muitas coisas eu é que resolveria para eles, não que eles não conseguissem resolver sozinhos, porém, com minha ajuda, as coisas se sairiam muito melhores. Passei a ter responsabilidade, a pensar em como resolver algumas coisas, às vezes até um pouco imaturo.
            Na minha família, tenho mais três tios surdos, que, por ventura, também vieram a ter filhos sem essa deficiência, todos os meus primos também aprenderam a se virar sozinhos, lógico que com a ajuda de parentes como avós, tios e outros primos, mas todos aprendemos a ser mais maduros.
            Muitos me perguntam: “Como sua mãe te ouvia chorar?”, e, às vezes, também fico me perguntando isso. Ela me contou que sempre estava de olho em mim, esperando algo que eu fizesse, como chorar ou acordar. Creio que seja algo que todos os surdos façam, pois é uma forma de suprir a deficiência deles.
            Apesar desses problemas, somos uma família normal, temos uma vida como todas as outras pessoas, saímos, vamos a festas, vamos ao cinema, temos brigas e desavenças, com qualquer outra família, e assim nos tornamos uma família especial, por mais que tenhamos dificuldades, procuramos supri-las para que nossa vida seja normal.

Caminho de Vitórias


Jonathan Cordeiro
204/2012

            Em seu caminho, em seu destino, só há um protagonista - você mesmo!
Na vida, diversos fatores têm o seu peso em nossa caminhada, estorvos que nos deixam estáticos, sem alternativas; estorvos que nos fazem procurar uma saída. Saída que nem sempre é a melhor!
            Procurar fugir do problema é atitude de covarde, e você não é covarde! Existem também fatores positivos, fatores os quais Deus nos concede quando nascemos, são os dons, cabe a nós os descobrir e os aperfeiçoar! Sim, temos de ter um modelo espiritual, pois nem só de pão viverás, ó homem! Devemos agir com bondade para com o nosso próximo, pois isso nos faz grandes, e não possui custo algum. Porém temos de ter discernimento e malícia para agir em certos momentos, pois nem todos têm ética e moral para vencer sem trapacear, o mundo é cruel e perverso!
            Na vida, necessitamos de ter objetivos, traçar metas. Para alcançá-los temos de trabalhar intensamente, sem cessar, a cada dia mais e mais, pois o sabor da vitória só é verdadeiro quando vem do nosso suor, da nossa obstinação! Nós temos o dever de ir sempre ao nosso limite, ter em mente que ainda podemos fazer melhor. Não podemos enxergar nos outros um modelo de vida, pois os outros são apenas outros. Eles não são o único exemplo de sucesso! SE VOCÊ TEM UM SONHO, DEVE PROTEGÊ-LO. QUANDO ALGUÉM NÃO TEM A CAPACIDADE DE FAZER ALGO, DIZ QUE VOCÊ NÃO PODE. SE QUISER ALGO VÁ ATRÁS - PONTO FINAL.
''NADA GRANDE VEM SEM SACRIFÍCIO.''

A importância do Jornal em um contexto escolar


Brian Diniz Amorim[1]
Por ocasião do lançamento do novo “Villa News” gostaria de, a pedido da professora Girlene, contar um pouco do que acredito ser o papel do jornal escolar e da sua importância. Como vocês devem saber, não é a primeira oportunidade em que é organizado um jornal escolar no Villa. Quando eu fui aluno, utilizamos os fomentos do Projeto Jovens de Futuro, do Instituto Unibanco, para fazermos o jornal, que começou impresso e foi lançado, posteriormente, em uma edição online. Fui editor chefe de ambas as edições, no seu período de funcionamento, durante um ano e meio.
Devemos ter em mente, ao iniciar um jornal escolar, que é necessário a sua democratização, no contexto escolar é importante dar oportunidade a todos. Também é necessário democratizar as escolhas, o que é muito importante para que alunos e funcionários comecem a se identificar com o jornal, que passa a ser uma construção coletiva e não individualizada de seus idealizadores. Quando fui editor chefe, o nome, Villa News, por exemplo, foi votado pelos alunos e funcionários. Vocês também fizeram algo parecido com o logotipo. Por último, e neste caso essencial, é importante ter-se em mente a pluralidade de opiniões e a subjetividade presente na escrita de qualquer pessoa. Quando se escreve algo, coloca-se o sentimento no texto, o que pode não ser bem visto por outra pessoa. É natural haver alguma rejeição a algo que se tenha escrito, porém, quando escrevemos de forma objetiva atingimos um maior número de pessoas – mesmo que, implicitamente, nossos sentimentos ainda estejam presentes.
Pode até parecer clichê, mas: “Antes fazer pouco que fazer mal feito”. A equipe não precisa de se cobrar para que o jornal saia com uma grande frequência, façam com calma e bem feito. Na minha época eram lançadas apenas quatro edições anuais, uma por trimestre, e era o suficiente para que o jornal tivesse grande aceitação.
Não vou me alongar muito sobre a forma de como se produzir o material, mas acho importante ter claro o que o jornal proporciona aos alunos e à escola. Os alunos que participam têm uma experiência muito benéfica, tanto pessoal, quanto em convivência com toda a comunidade escolar, além de já estar vivenciando uma experiência profissional. Alguns colegas que colaboraram com o jornal, hoje, cursam Jornalismo. Já para a escola, além de se criar uma identidade com a comunidade escolar, cria-se um importante canal de comunicação.
Para se ter uma ideia da aceitação do nosso Villa News, quando fizemos o nosso, havia um número limitado de cópias devido ao alto custo de cada impressão. Assim, podíamos sortear apenas 20 cópias por sala, o que causava, notoriamente, uma frustração nos que não o recebiam. Era muito comum ao fim dos sorteios, vários colegas me procurarem para que eu lhes desse um jornal porque “queriam muito ler”.
Enfim, desejo que vocês tenham o mesmo sucesso que tivemos, que aproveitem a experiência da participação no jornal, nessa segunda roupagem - Portal Villa News, e que este passe a ser um veículo de grande sucesso.




[1] Ex-aluno da EE Maestro Villa Lobos, 2007-2010, foi editor-chefe e escrevia regularmente para o Jornal Villa News. Hoje, é licenciando em Matemática na UFMG, pesquisa sobre História da Educação Matemática e participa de projetos de extensão que trabalham com Jogos Matemáticos e Materiais Concretos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sequência de Fibonacci e o Número de Ouro




E nesse fim de ano...


Donald no país da matemágica

http://www.youtube.com/watch?v=TphWfs_OXkU

Matemática a sério



Por Evandro Milet - 06/02/2012

De que altura ficaria uma folha de papel dobrada 50 vezes? Você não vai acreditar, mas teria uma altura aproximada de 100 milhões de quilômetros (a distância da Terra ao Sol é de 150 milhões de quilômetros)! Todos os dias somos confrontados com a nossa deficiência de lidar com a matemática. Apostamos na mega sena com uma chance em 50 milhões e com isso pagamos um imposto por não saber fazer contas. Aliás, pelas estatísticas registradas na cidade de Campinas, a probabilidade de ser atropelado no caminho para a casa lotérica é "consideravelmente maior" do que a de acertar as seis dezenas do sorteio. Pagamos juros exorbitantes em prestações também por não conseguir fazer contas. Também não acreditamos que uma amostra de 3000 pesquisas consiga cravar o resultado de uma eleição nacional (fora as manipulações, é claro) porque nunca conhecemos alguém que tenha sido entrevistado.

Certa vez, em uma palestra, um dirigente de um órgão nacional de arrecadação se vangloriava do próprio trabalho, mostrando sequencialmente que a arrecadação, estado por estado, havia crescido acima da média daquele ano. No décimo estado seguido citado, perguntei, de brincadeira, se a meta seria que todos os estados tivessem crescimento de arrecadação acima da média, com o que ele imediatamente concordou entusiasmado, para espanto dos poucos que perceberam a impossibilidade matemática.

Tudo bem que a matemática provoca situações estranhas como o caso onde eu como dois frangos e você não come nenhum embora, na média, cada um coma um frango. Em outra esquisitice, se a bolsa de valores cair 50%, para voltar onde estava ela terá que subir 100%. Ou a piada do sujeito que sempre levava uma bomba quando entrava em um avião porque lhe disseram que a probabilidade de haver duas bombas no mesmo avião seria muito pequena. A pouca familiaridade com a matemática cria enormes oportunidades para a manipulação de dados e por isso, um cínico já disse que estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem.
Fora brincadeiras, a rejeição que a matemática provoca em grande número de estudantes pode ser profundamente perigosa para o país. Provavelmente o apagão de engenheiros que teremos nos próximos anos tem a ver com essa rejeição e o consequente péssimo desempenho dos jovens nas provas de matemática das avaliações domésticas e internacionais, como o recente resultado do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) onde o Brasil, em 2009, mesmo tendo avançado em relação a 2006, ficou em 53º lugar em matemática entre 65 países.

O Pisa busca medir a realização de operações básicas, raciocínio e as descobertas matemáticas mediante o uso de conteúdos matemáticos como estimativa, mudança e crescimento, espaço e forma, raciocínio quantitativo, incerteza, dependências e relações. Todas estas noções são fundamentais para qualquer desenvolvimento profissional e mesmo para cada cidadão viver o dia-a-dia.

E onde está o problema, então? Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), vai ao ponto: "Se a língua portuguesa é um componente de cultura geral, que as crianças podem obter junto à família, a matemática requer um estudo sistemático, que só as escolas podem dar". Dessa forma, explica, "os baixos resultados de matemática mostrariam a dificuldade que as escolas encontram em transmitir um conhecimento mais formal e sistematizado, que seria uma de suas funções centrais".

É fundamental um esforço sem precedentes para a capacitação de professores com o preparo necessário para transformar o ensino de matemática em algo interessante e prazeroso para os estudantes.


Evandro Milet ( evandro.milet@gmail.com) é bacharel em matemática pela UnB, Mestre em Informática pela PUC/RJ e consultor de empresas.

Mafalda







Projeto vai formar e dar emprego para 10.000 programadores por ano



Por Brasscom - 21/08/2012

Em iniciativa financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Brasscom lançou o portal Brasil Mais TI, voltado para estudantes e profissionais de Tecnologia da Informação (TI). O projeto, que contou com investimentos de R$ 1,4 milhão, faz parte do Programa Estratégico de Software e Serviços de TI do Governo Federal, anunciado ontem pelo Ministro Marco Antonio Raupp. O portal oferecerá capacitação profissional e vagas de trabalho, contribuindo para a inserção social e a redução do déficit de mão de obra qualificada no setor.

A plataforma interativa do Brasil Mais TI é composta por jogos, testes e cursos em linguagens de programação, além do Blog e das redes sociais. O projeto foi desenvolvido para responder a um dos principais desafios do setor: a formação de profissionais qualificados. Atualmente, o setor de TI emprega 1,3 milhão de profissionais, cresce acima da expansão da economia e enfrenta escassez de mão de obra qualificada. “O projeto foi desenvolvido para despertar talentos em tecnologia e capacitar alunos de acordo com as demandas do mercado”, afirma Antonio Gil, Presidente da Brasscom.

No primeiro contato com o projeto, os usuários realizam um teste socioeconômico, em que programam o futuro e descobrem quais profissões em TI atendem suas expectativas. Para participar na segunda fase, de capacitação EAD (Ensino a Distância) em JAVA, .NET e COBOL, os candidatos passam então por uma seleção do perfil profissional, conhecimentos teóricos e afinidades em tecnologia. A previsão é formar 10 mil jovens por ano, contribuindo com o desenvolvimento socioeconômico e competitividade nacional.

Além da carência de especialistas na área, parte da dificuldade das empresas em encontrar profissionais está relacionada à falta de comunicação entre possíveis contratantes e contratados. Por isso, o Brasil Mais TI também conta com um Portal de Vagas. “Com a rede de comunicação profissional para o setor, propiciaremos a conexão direta da demanda das empresas e os alunos, de acordo com o perfil profissional”, afirma Sergio Sgobbi, Diretor de Educação e Recursos Humanos da entidade.

Até 2020, mercado de trabalho vai precisar de 40 milhões de profissionais altamente qualificados



Por Larissa Alberti - 09/08/2012
Uma pesquisa feita pelo McKinsey Global Institute aponta que, até 2020, o mercado global vai precisar de pelo menos 45 milhões de pessoas com grau de instrução médio e de 38 a 40 milhões de pessoas com alto grau de instrução. No entanto, a mesma pesquisa afirma que, daqui oito anos, entre 90 e 95 milhões de pessoas serão inúteis para o mercado de trabalho, o equivalente a 2,6% de toda a mão de obra mundial.

A pesquisa alerta que o crescimento da mão de obra sem qualificação mais alto do que a demanda pode intensificar a desigualdade social e aumentar as tensões entre as classes econômicas. Segundo o estudo, a polarização da renda entre pessoas com pouca e muita qualificação poderá aumentar ainda mais, retardando o avanço da sociedade. Uma das causas pelo aumento deste tipo da mão de obra, de acordo com a pesquisa, é a política de alguns governos. Para combater o desemprego seria necessário dobrar ou até triplicar a taxa de formação de profissionais em colégios, faculdades e cursos profissionalizantes.

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente. Por isso, profissionais capacitados conseguem destacar-se na área de trabalho. A formação do profissional deve ser cada vez mais sólida, com cursos que vão além do nível superior. Uma pós-graduação, por exemplo, oferece diversos benefícios à carreira do profissional, agrega conhecimento, possibilita crescimento na carreira e colabora com a progressão salarial.

Cadê a legenda?



Confira a lista das dez palavras mais difíceis de traduzir:

"Saudades, só portugueses conseguem senti-las bem. Porque têm essa palavra para dizer que as têm." O poeta Fernando Pessoa sabia do que falava ao escrever esses versos. É que "saudade" só rola com quem tem o português como língua materna. Os gringos têm que se virar com aproximações como miss ("sentir falta", em inglês) e regret ("pesar", em francês) na hora de descrever o sentimento. Não à toa, em 2004, o vocábulo foi eleito o sétimo mais difícil de traduzir, numa pesquisa com mil tradutores de todo o mundo. 

Veja as outras palavrinhas mais intraduzíveis do planeta:
Ilunga (em tshiluba, dialeto do Congo) alguém capaz de perdoar uma ofensa pela primeira vez, de tolerá-la uma segunda vez, mas nunca uma terceira

Shlimazl (em iídiche) aquele que tem má sorte crônica

Radioukacz (em polonês) pessoa que trabalhou como telégrafo para os movimentos de resistência no lado soviético da cortina de ferro

Naa (em japonês) termo usado para enfatizar afirmações ou para concordar com alguém

Altahmam (em árabe) designa um tipo de tristeza profunda

Gezellig (em holandês) algo entre acolhedor, íntimo e agradável

Saudade

• Selathirupavar (em tâmil, idioma do Sri Lanka) substantivo para designar o ato de cabular muitas aulas

Pochemuchka (em russo) pessoa que faz muitas perguntas

Klloshar (em albanês) tipo de perdedor

O que faz o profissional de revisor de textos?


Um livro, seja produto de tradução ou não, é o resultado de um trabalho em equipe. Os envolvidos diretamente na produção de um livro são os profissionais responsáveis pela supervisão editorial, tradutores, equipe de editoração, revisores (técnicos ou não) e autores ligados à empresa editorial (à editora). Independentemente do processo editorial pelo qual o livro passa (compra de direitos autorais, contratação de tradutor, etc.), todos os livros são submetidos a etapas de leitura realizadas por um revisor. 

O revisor encontrará uma grande variedade de textos, de gêneros e estilos bastante diferentes uns dos outros. Basicamente, o revisor trabalhará com dois tipos de textos: os traduzidos e os não-traduzidos, sejam de caráter técnico ou de área especializada ou livros de ficção ou de natureza literária. 

A revisão é realizada preferencialmente em etapas, e cada uma delas é feita por um revisor diferente, com o intuito de expor o texto ao máximo de leitores possível antes da publicação. No caso de obras traduzidas, a primeira etapa de revisão é feita cotejando com o texto de partida, o que se denomina preparação de originais. Caso o texto não seja traduzido, a revisão é feita em contato direto como autor, que receberá o texto com as sugestões e dúvidas do revisor. 

Essa etapa também é uma preparação de originais. Após a preparação, as dúvidas são repassadas ou para o autor ou para o tradutor e as emendas são feitas no texto. Feito isso, o livro é paginado e passa para uma próxima leitura. No caso de textos técnicos, o revisor técnico entra nesta etapa e deve trabalhar em parceria com o tradutor e com o revisor de português a fim de estabelecer a pertinência dos termos especializados em uso no texto.Em alguns casos há ainda uma terceira etapa de revisão, em que ajustes finais são feitos, sobretudo em se tratando de obras extensas e/ou de múltipla autoria. 

A etapa de preparação dos originais é aquela em que há uma interferência maior no texto. O revisor precisa estar atento a possíveis saltos de tradução (trechos presentes no texto de partida mas ausentes na tradução), a padrões de coesão e coerência, pontuação e adaptação gráfica aos padrões brasileiros. Deve também atentar para a numeração de eventuais notas de rodapé e normatização conforme os critérios da editora (ou do contratante). A etapa de leitura após a preparação dos originais tem o objetivo principal de sanar problemas ortográficos, conferir sumários, cabeçalhos, página de rosto, ficha catalográfica e qualquer fuga do padrão gráfico, como linhas-viúvas, hifenização, tamanho do tipo, etc.

O REVISOR E O TEXTO

A atividade de revisão de textos surge com as gramáticas, “fortemente vinculadas à prescrição de bem falar” (BRITTO, ''A sombra do caos'', 1997) e prescritivas em sua origem. 

Nascendo a partir da norma, e só existindo por causa dela, a revisão de textos restringiu-se por muito tempo à correção ortográfica e gramatical e foi incorporada como parte intrínseca do processo editorial. É nesse espaço social que o profissional que realiza o trabalho de revisão encontra boa parte do mercado de trabalho. A produção de textos acadêmicos e científicos também compõe uma porcentagem expressiva do trabalho disponível ao revisor de textos, mas, ao contrário do que ocorre na relação estabelecida com o mercado editorial formal, a revisão de textos de áreas especializadas tende a eximir-se de qualquer responsabilidade de ordem trabalhista, o que reflete a falta de respaldo social da atividade.

Muito se tem debatido sobre teorias literárias, teorias da tradução e teorias lingüísticas com ênfase na autoria e no texto final, tomando o texto já pronto (ou seja, publicado) como ponto de partida ou, no caso dos estudos de tradução, dois textos cujas características são comparadas à luz de teorias da tradução. O que poucas vezes se leva em conta é a existência de políticas editorias que interferem no produto final. Um exemplo disso é a mudança de títulos, como a publicação em português de Blind Man with a Pistol, de Chester Himes, pela editora L&PM (2007), sob o título O Harlem é Escuro (tradução de Celina Falk Cavalcante). Tive a oportunidade de realizar a revisão da tradução, e o título sugerido pela tradutora era outro. Por decisão da editora o título foi alterado.

Semterconhecimento desse fato, não é improvável que um pesquisador de literatura comparada venha a pesquisar a tradução de Blind Man with a Pistol e tecer teorias sobre a escolha do título, quando, na verdade, o título não foi escolha nem do tradutor, nem do revisor, mas da editora. Em outras palavras, o perigo de isolar a obra e considerá-la fruto somente do trabalho do autor e do eventual tradutor é desperdiçar esforços teóricos ao se desconsiderar os outros agentes envolvidos no processo de publicação.

Digressões à parte, o revisor não só é um leitor, ele é um leitor com experiência de leitura e representa todos os potenciais leitores do texto que revisa. De certa forma, o revisor traz o leitor para o processo de produção do texto, pois, estabelecida a comunidade interpretativa (conforme denominação de Fish, 1976), o revisor passa a representá-la e a sugerir alterações no texto que sejam mais adequadas aos leitores a quem o texto se dirige. 

Sob essa perspectiva, reduzir a atividade de revisão à simples correção gramatical é ignorar o papel do revisor como um especialista textual e um especialista em leitura. No que diz respeito ao texto, são aspectos lingüísticos que entram em jogo: padrões lexicais e terminológicos, padrões de coesão (específicos de gêneros textuais, por exemplo) e elementos sintáticos; no que diz respeito à leitura, são acessados aspectos extratextuais, de crítica literária, de teoria literária e de experiência de leitura (KOCH, ''Ler e compreender'', 2007). Estes são os pilares da boa revisão. Dominar regras gramaticais sem dúvida é um pré-requisito para a prática da revisão, mas não é a única nem a mais importante.

Para finalizar, é fundamental ressaltar a importância da formação profissional e da urgência de reconhecimento da profissão pelo Ministério do Trabalho. Para que haja reconhecimento social, é fundamental a intervenção e posicionamento dos cursos de Letras como formadores dos profissionais aptos a exercer a revisão de textos. Hoje, não há regulamentação que exija diploma em qualquer curso, o que equivale a dizer que qualquer um pode “virar” revisor.


Fonte: http://m.parc.terra.com.br/efamilynet/dev/generic/interna.php?id_cat=57&article_id=2060

Oito passos para uma resenha acadêmica crítica


No caso da resenha acadêmica crítica, siga os oito passos a seguir para que possa produzir um texto perfeito e completo:
1- Identifique a obra, coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
2- Apresente a obra, mostre ao leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
3- Descreva a estrutura, fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
4- Descreva o conteúdo, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado.
5-Analise de forma crítica, apenas nessa parte você vai dar sua opinião argumentando baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. Não há um limite estabelecido, dê asas ao seu senso crítico e escreva.
6- Recomende a obra, se você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil. Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
7- Identifique o autor, mas cuidado, pois nessa parte você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha que no caso é você. Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor.
8- Assine e identifique-se, no último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como, por exemplo, Acadêmico do Curso de Pedagogia da Universidade de Campinas.
Agora na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o ponto onde você faz uma analise de forma critica do texto. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a sua opinião.
Na resenha temática você fala de vários textos que tenham um tema em comum. Os passos a seguir são um pouco mais simples:
1- Apresente o tema, fale ao leitor (A) qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;
2- Resuma os textos, utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
4- Conclua, se você acabou de explicar cada um dos textos, você pode dar sua opinião e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
5- Mostre as fontes, coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
6-Assine e identifique-se, coloque seu nome e uma breve descrição do tipo Acadêmico do Curso de Pedagogia da Universidade de Campinas.
7-Conclusão
Fazer uma resenha científica aparentemente parece muito fácil, mas deve-se tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, a pessoa que escreveu a resenha pode fazer um livro permanecer nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.
As resenhas são um ótimo guia para a arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.

Fonte: http://www.portalangels.com/espaco-mulher/como-fazer/como-fazer-uma-resenha-cientifica-dicas.html

Como fazer uma Resenha Temática?


Por: Flor de Maio

  • Não se restringe a uma só obra e/ou a um só autor. Pode envolver  vários textos-base, uma vez que desenvolve um tema.
  • Pode apresentar a evolução de determinado conceito em um único autor (por exemplo, podemos construir uma resenha temática com o propósito de demonstrar como a noção de cultura evoluiu nas obras do autor X);
  • Pode apresentar e comparar  posicionamentos de diferentes autores sobre um mesmo tema (por exemplo, podemos construir uma resenha temática com o propósito de demonstrar como os autores  X, Y e Z definem cultura).
  • Nas práticas de produção de textos acadêmicos, a resenha temática é muito utilizada, uma vez que pode compor a fundamentação teórica de projetos ou relatórios de pesquisa, artigos acadêmico-científicos, monografias, teses, dissertações ou outros gêneros do discurso acadêmico, em que se discutem os pressupostos teóricos que serão utilizados.
  • Na composição da resenha, é preciso ter cuidado com os modos de fazer referência ao discurso do outro. Vejamos alguns exemplos:
No entendimento de Machado (2003) /De acordo com Machado (2003)/ Segundo Machado (2003)....
Nas últimas décadas tem havido crescente interesse pelo estudo de gêneros (cf. MARCUSCHI, 2002, MACHADO, 2003, BONINI, 2001).
Motta-Roth (2002) discute a função social da resenha.
  • Outro cuidado importante diz respeito à escolha de verbos que atribuem atos de atos de linguagem ao autor do texto-base (a escolha de determinados verbos evidencia que o aluno-retextualizador conseguiu inferir as ações discursivas realizadas pelo autor do texto-base). Exs.: definir, descrever, discutir, confrontar, abordar, etc.
  • Também o uso de modalizadores é importante na construção do discurso acadêmico. Exemplos:
“Esta pesquisa parece demonstrar”...
“Nosso trabalho busca oferecer algumas contribuições”...
  • Vejamos um quadro adaptado de Carvalho (2005), que sintetiza o processo de composição de uma resenha temática

Etapa 1: leitura e estudo dos textos-base

Etapa 2: Produção da resenha temática
a) Leitura e compreensão de diferentes textos-base
1) Planejamento
      a) comparação das idéias discutidas nos textos-base, com o agrupamento das concordâncias e das discordâncias;
      b) articulação do que foi levantado para a constituição do novo texto – a resenha temática.
b) Identificação dos pontos principais de cada  um a partir dos objetivos de leitura
2) Redação 
   a) apresentação e contextualização do tema (com ênfase na sua relevância e pertinência); 
 b) dados breves sobre cada autor e sua obra ou dados sobre cada obra (quando se tratar de uma resenha sobre idéias de um mesmo autor);  
c) apresentação das idéias de cada autor (ou texto);   d) articulação entre as idéias dos diferentes autores (ou textos).

3) Revisão
Fonte: CARVALHO, E. M. et alli. Português Instrumental: produção de texto acadêmico. São Paulo: PUC - SP, 2005.

Como é elaborada a prova do ENEM?


Por Mariana Nadai

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), órgão ligado ao Ministério da educação (MEC). As questões que compõem a prova são selecionadas do Banco Nacional de Itens, que possui cerca de 10 mil questões, elaboradas por professores de várias universidades do país.
Para compor o exame, são sorteadas perguntas de cada área cobrada na prova: Linguagens e Códigos, que abrange língua portuguesa, literatura e língua estrangeira (inglês); Ciências Humanas, com geografia, história, filosofia e sociologia; Ciências da Natureza, com biologia, química e física; e Matemática.
De acordo com o Inep, a prova é preparada com meses de antecedência. Neste ano, o Enem será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro, sendo que o exame está pronto desde o final de julho.

Perguntas e respostas
Da seleção das questões à correção da prova, saiba como é feito o maior vestibular do Brasil.
1. As questões são elaboradas por professores e passam por uma revisão do Inep. Elas devem ter um texto-base com uma pergunta, cinco alternativas objetivas e apenas uma resposta, além de estar relacionadas com conteúdos aprendidos no Ensino Médio.
2. As perguntas são testadas por estudantes do 1º e do 2º ano, que realizam uma prova com 48 questões. O processo é sigiloso e, por esse motivo, os alunos não sabem que estão participando de uma avaliação do Enem.
3. Com o pré-teste, é possível classificar as questões por grau de dificuldade. Os itens que tiveram alto nível de acerto e de erro são descartados, enquanto as demais perguntas são separadas nas categorias fácil, médio e difícil.
4. Na hora de montar a prova, são selecionadas 180 questões – 45 de cada área de conhecimento –, sendo 25% fáceis, 50% médias e 25% difíceis. Além das perguntas objetivas, o exame é composto de uma redação, sobre assuntos nacionais em discussão na mídia.
5. A nota é calculada de acordo com a Teoria da Resposta ao Item (TRI), que considera o número de acertos e a dificuldade das questões. Assim, dois alunos que acertaram a mesma quantidade de perguntas não ganham a mesma nota.

Fontes: GUIA DO ESTUDANTE – Enem 2011, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Quais são as palavras mais loucas que a gente não tem?



Por Luana Villac
Desde o termo japonês para o medo de que o pinto esteja encolhendo, o que não falta é palavra com significado maluco no mundo! Confira a lista dos vocábulos mais diferentões do planeta.

Dois em um
Já pensou numa só palavra para dizer "nada" e "tudo"? Pois em zarma, dialeto nigeriano, o vocábulo haykulu significa "nada", "tudo" e "qualquer coisa"! Veja outros casos bizarros em que coisas opostas são expressas por um único termo.

Irpadake (em télugo, dialeto indiano) maduro e verde.

Sitoshna (em télugo) frio e quente.

Merripen (em romani, língua cigana) vida e morte.

Danht (em vietnamita) igreja e bordel.

Magazinschik (em russo) lojista e ladrão de lojas.

Palavrório-cruzado
Puccekuli
"Dente que nasce após os 80 anos", em télugo, dialeto indiano

Neko-neko
Em indonésio, alguém que tem uma ideia criativa que só piora tudo

Backpfeifengesicht
Em alemão, um cara que merece um soco

Paski
Em télugo, dialeto indiano, castigar uma criança obrigando-a a se sentar e depois se levantar segurando as orelhas com os braços cruzados

Umjayanipxitütuwa
"Eles é que me fizeram beber", desculpinha fajuta usada em aimara, idioma falado na Bolívia e no Peru

Mamihlapinatapei
Em fueguino, dialeto chileno, o olhar de desejo mútuo em que ambas as partes sabem o que querem, mas não dão o primeiro passo

Linti
Em persa, um vida-mansa que passa o dia todo embaixo de uma árvore, sem fazer nada

Tingo
No idioma rapanui, da ilha de Páscoa, pedir emprestado as coisas de um amigo até o coitado ficar sem nada

Egkoniomai
Em grego antigo, jogar areia sobre si mesmo

'Akapu'aki'aki
"Arrotar sem parar", em maori, idioma falado na polinésia

Kontal-kontil
Em malaio, o balanço dos brincos ou o sacudir do vestido de uma mulher quando ela anda


Iktsuarpok
Em inuíte, idioma dos esquimós, o ato de ir muitas vezes à porta para ver se um convidado chegou

Olfrygt
Em dinamarquês arcaico, da época dos vikings, o medo de faltar cerveja

Nedovtipa
"Alguém que não entende uma indireta", em checo

Koro
Em japonês, o medo histérico de que o próprio pênis esteja encolhendo para dentro do corpo - oucht!

Vomitarium
Em latim, a sala onde um convidado vomita para esvaziar o estômago e voltar a encher a pança

Daraba
"A parte líquida do excremento da galinha", em ulwa, dialeto nicaraguense

Nakhur
Em persa, uma camela que não dá leite enquanto não fazem cócegas em suas narinas

Fonte: Tingo: O irresistível almanaque das palavras que a gente não tem, de Adam Jacot de Boinod (Conrad)

Mafalda e a sopa

Por Mariana Clark


       Quino, desenhista e escritor argentino, é o criador das tirinhas da turma da Mafalda. Muito popular, as tirinhas da Mafalda são usadas para os mais diversos fins e reconhecidas por sua perspicácia em falar de assuntos tão atuais e de maneira única. O que muitos não sabem é que Mafalda e sua turma pertencem a décadas passadas e têm uma história interessante e que impressiona por conseguir ser tão atual.
        As histórias de Mafalda datam do período concebido entre 1964 e 1973 e que se constitui como um período importante se entendermos o contexto político da Argentina na época da criação de Mafalda. A turma da Mafalda é formada pelos pais da menina, seu irmão mais novo, Guille, Filipe, Manolito, Susanita, Miguelito e alguns personagens sazonais. É interessante pensar que, naquela época, cercado por grandes represálias políticas e ideológicas, Quino conseguiu expressar e espalhar sua aguçada crítica sobre o que ali acontecia através de suas personagens e uma recorrente referência à figura do Globo Mundial. Há uma característica intensa em Mafalda que é o repúdio à sopa que sua mãe, que representava uma figura de autoridade, insistia em fazê-la comer para o seu "próprio bem". Em entrevistas posteriores, Quino nos ajudou a entender que a figura da sopa dada por uma autoridade, a despeito da vontade do povo, era uma figura que representava a repressão, o repúdio ao governo vigente (daí a figura de autoridade materna). Quando Mafalda dizia da sopa, então, era uma analogia contra tudo que era imposto sem negociações.
             Também em sua turma, Quino cuidou de maneira peculiar da construção das personagens que têm, todas, relação com suas críticas a respeito do rumo do mundo. Manolito e sua maneira de ver a vida como um comércio, Susanita com seus ideais tidos como fúteis, Filipe e sua briga com sua consciência e o que lhe é imposto e assim a história se segue. Com bastante humor e sacadas geniais, a turma da Mafalda ganhou a América Latina e a Europa, gozando, hoje, de enorme fama. Porém, é bastante interessante entendermos o que vai para além do óbvio das tirinhas. O que Quino tão genialmente criou para ser um instrumento que nos ajude a pensar. Como toda boa literatura e, neste sentido, Quino também é um escritor, dela podemos nos aproveitar para sermos mais críticos em relação ao mundo e avançarmos. Vale a pena dizer que uma personagem que por tanto tempo viveu nessa "clandestinidade" ideológica, hoje conta com uma praça e estátua em seu nome, em Buenos Aires. Afinal, também de evoluções chegamos até aqui.




Dicas de Português: Acentuação no novo Acordo


A coluna Dicas de Português buscará explicar, de forma direta e simples, os principais tópicos de nosso idioma. Abordaremos vocabulário, sinais, pontuação, regência, concordância e tantos outros conteúdos importantes para o uso adequado da língua portuguesa.

A alteração na acentuação de ditongos e hiatos promovida pelo novo Acordo Ortográfico é o assunto da coluna de hoje. Depois da explicação, confira seu português.
Ditongos: são acentuados os ditongos tônicos abertos “oi”, “ei” ou “eu” oxítonos: herói, fiéis,céu. Os paroxítonos deixam de ser acentuados com o Acordo: heroico, ideia. É a regra que mais modificou termos em nosso idioma no Brasil. Assim, muita atenção.
Hiatos: as formas verbais paroxítonas com hiato “eem” dos verbos crer, dar, ler, ver não recebem mais acento circunflexo: creem, deem, leem, veem.
Outra alteração foi a retirada do acento nos hiatos paroxítonos formados pela repetição do “o”: voo(s), enjoo(s).
Por fim,os hiatos paroxítonos tônicos formados por “i” ou “u” deixam de receber acento após ditongo: feiura, Sauipe, taoismo. Os termos oxítonos mantêm o acento normalmente: Piauí.

>> Confira seu português

Indique os termos inadequados conforme o novo Acordo Ortográfico.
1. O vôo está atrasado.                          
2. A geleia estava boa.                         
3. A assembléia votou a favor.              
4. O chapéu do herói caiu.                  
5. Os fiéis chegaram à missa.                
6. Os servidores têm condições.            
7. Eles crêem no rapaz.                          
8. A feiúra dela era imensa.                  
9. A platéia o aplaudiu.                            
19. Ele está paranóico.
10. A jiboia apareceu.
11. Ele está com enjôo.
12. A idéia foi boa.
13. Foi um ato heroico do rapaz.
14. O céu está bonito hoje.
15. Os rapazes vêm cedo.
16. Eles lêem todos os dias.
17. Eles vêem novela todos as noites.
18. Piauí é um lugar lindo.
19. Ele está paranóico.           
20. Eu perdoo sua decisão.

Por: Marcelo Paiva. 08/02/2012